09/01/2014

[Resenha] A Corte do Ar - Stephen Hunt

A Corte do Ar
Stephen Hunt
Tradução por Alberto Simões
Editora Saída de Emergência
544 páginas


Nesse aventura repleta de drama e ação, Molly carrega em seu sangue um segredo que a torna alvo de inimigos do Estado. Já Oliver é acusado de assassinato e precisa fugir para salvar sua vida. Logo, os dois se juntam para lutar contra um antigo poder que parecia derrotado havia milênios.

A Corte do Ar é o segundo livro publicado aqui no Brasil pela Editora Saída de Emergência e, como sempre, a editora fez um trabalho maravilhoso na capa e todo o design.

Este é um honrado livro do gênero Steampunk. Não sabe o que é? Eu explico: Steampunk é um subgênero da ficção científica onde a tecnologia mais avançada pode ser encontrada no passado. Por exemplo: Um computador de maneira ou um avião a vapor sendo usado em uma época em que na história nem se imaginava isto. É um gênero literário que ainda não conseguiu muito espaço no Brasil, mas tende a crescer por conta de sua proposta.

Nessa história temos dois personagens principais. Molly que é uma orfã e por isso passa por situações que nos faz ter pena dela e querer tanto que ela acabe se dando bem. E Oliver que é curioso e bem corajoso. Os dois estarão correndo perigos sérios e em determinado momento seus caminhos se cruzarão e eles precisarão unir suas forças, o que é bem legal, pois os dois trabalham muito bem juntos.

Preciso dizer que eu fiquei confuso em diversas partes do livro. Stephen Hunt usa muitos termos técnicos e muitas vezes cria suas próprias palavras e concepções, o que deixa a leitura um pouco mais pesada e de difícil entendimento. A leitura pode ter sido fácil para quem já teve contato com outros livros do gênero, mas como esse foi o primeiro que li fiquei confuso diante de tanta riqueza de detalhes e explicações que, se não forem bem entendidas, podem comprometer o entendimento mais para a frente.

Mas mesmo assim a experiência pode ser proveitosa. O mundo que o autor cria é completamente incrível e nos dá aquela vontade de poder conhecer. Hunt não deixa de colocar elementos que todos nós gostamos: robôs, feiticeiros e muitos outros seres sobrenaturais.

A narrativa é em terceira pessoa e a cada capítulo temos um ponto de vista ou de Molly ou de Oliver. É bem interessante ver como os personagens evoluem desde o começo até o final. De início os dois podem parecer jovens indefesos, mas no final acabam se tornando adultos poderosos.

A Corte do Ar pode ser difícil de ler e um pouco arrastado, mas devo admitir que é repleto de ação, suspense, aventura e mistério. Portanto a leitura foi realmente prazerosa e recomendo à todos. Essa é uma boa maneira de entrar no mundo do Steampunk.

Um comentário:

Lucas Carvalho disse...

Adoro a capa desse livro, o efeito que a editora deu e a arte final é incrível. Ainda não li nenhum livro steampunk, mas confesso que tenho muita vontade, só falta mesmo achar um bom livro do gênero, sua resenha me animou bastante.

 
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