29/11/2013

[Resenha] Maze Runner: Correr ou Morrer - James Dashner





Maze Runner: Correr ou Morrer
James Dashner
Traduzido por Henrique Monteiro
Editora V&R
428 páginas

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho.

Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo.

Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito. 

Sendo este livro uma distopia eu poderia comprá-lo sem nem mesmo ter lido a sinopse e eu já amaria-o. Mas eu li a sinopse de Correr ou Morrer e estava decidido a tê-lo em mãos, porém o preço de R$ 39,90 me impedia. Eis que um dia eu estava em algum site que exibia propagandas do submarino, aquelas que você já visitou em algum momento, e vejo que o livro estava por R$ 19,90. Olhei para a minha estante e vi uma pilha gigante de livros para ler, mas eu não poderia perder a oportunidade então corri para comprar.

E olha, eu não me arrependi. Maze Runner entra para a lista de uma das melhores distopias que já li! O fato de Thomas e seus companheiros saberem pouco ou quase nada sobre o lugar que estão e como o sistema de lá funciona contribui para que fiquemos com muitas dúvidas, questionamentos e ansiedade para descobrir respostas. E o autor não as poupa. De capítulo em capítulo, James Dashner vai juntando pedaços que constituem uma trama muito inteligente e de tirar o fôlego.

Os personagens são bem agradáveis. Thomas, por mais que fique a maior parte do livro como um pateta sem respostas, logo se mostra muito inteligente, ágil e extremamente amigável para com os que estão a sua volta. Minho é bem sarcástico, mas muito sensato. Newt não consegue apresentar se odeia ou gosta de Thomas, por isso dividimos nossa opinião sobre gostar ou não dele. Teresa é misteriosa e acaba se tornando nossa queridinha por revelar alguns mistérios. E Chuck, que é com certeza um personagem incrível, por ser tão frágil, gentil e amável. Ele lembra o Tyson de Percy Jackson, dá vontade de apertar (risos).

O autor me conquistou muito e está prestes a tirar Rick Riordan do topo de meu autor favorito. Ele tem uma linguagem fácil e ágil e faz com que cada página nos prenda e não nos deixe largar o livro enquanto não terminarmos. Cada final de capítulo tem um cliffhanger que te deixa boquiaberto e virando a próxima página para o capítulo seguinte, algo que me agradou bastante e que poucos autores conseguem fazer. 

Outro ponto interessante é que o autor criou um mundo totalmente inédito e até com um vocabulário novo. Palavras como plong e mértila são usadas a todo momento e criam uma identidade própria para a história que teve seus termos muito bem traduzidos para o português pelo incrível Henrique Monteiro (parabéns parceiro, eu sei como é difícil!).

Algo que vale a pena ressaltar é que, diferente de muitas distopias, esta não possui uma garota como protagonista, aliás, quase não há garotas, só Teresa. É uma distopia que agradará muito os garotos (garotas também vão gostar). E agora... a melhor notícia de todas: NÃO HÁ ROMANCE! Sim, galera, 428 páginas de mortes, ação e nada de amor. Pelo menos não de uma maneira que atrapalhe. James já ganhou muitos pontos comigo depois disso.

Todo o trabalho da editora fez com que o livro ficasse maravilhoso e a história também ajuda. Dashner cria uma trama que prende, instiga o leitor e o deixa com um desespero e um rosto de espanto ao ler o epílogo. A ansiedade para a continuação é gigante! Muita ação, aventura, suspense envolvem o mundo e o labirinto que o autor criou. E realmente não há elogios suficientes para descrever essa obra. Os direitos da obra foram vendidos e o filme será lançado no segundo semestre de 2014. As imagens que já saíram provam que este será um filme incrível, assim como o livro. Por favor, leiam, porque está recomendado.

18/11/2013

Filme #31 - Jogos Vorazes: Em Chamas















Jogos Vorazes: Em Chamas
Duração: 146 minutos
Gênero: Ação, Drama, Ficção-científica
Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hensworth
Direção: Francis Lawrence

Quando Jogos Vorazes chegou ao cinema houve um rebuliço grande. Muitos acreditavam que o filme não alcançaria o sucesso desejado de outras franquias, tais como Harry Potter, e outros assistiram à produção por curiosidade, por esta não tratar do tema fantasia e ser bem diferente do que o cinema nos apresenta. Foi aí que a história de Katniss conquistou o público e fez um sucesso inexplicável. 

Por mais que a bilheteria do primeiro filme foi gorda, é a sua continuação, Em Chamas, que anima o público e faz ele botar fé no potencial tanto nos livros como nas adaptações. A continuação, diferente do primeiro, dá ponta para um próximo filme e isto está bem visível no olhar feroz de Katniss, que nos deixa apreensivos e ansiosos para A Esperança - Parte 

Neste filme, Katniss e Peeta estão salvos da arena, porém a garota se tornou o símbolo da revolução. Sem querer problemas, o presidente Snow decide usar o romance dos dois como forma de distração. Não satisfeito com o resultado, ele decide criar uma nova versão para os Jogos Vorazes, onde os vencedores estarão de volta à arena. Sendo assim, o casal terá que enfrentar o pesadelo mais uma vez, mas dessa vez terão que lidar com verdadeiros assassinos.

Enquanto o primeiro longa tinha um foco mais na ação e no fato de 24 pessoas em uma arena se matando, o segundo longa investe mais na parte política e no sistema opressor de Panem, fazendo deste muito mais do que um simples filme de ação e aventura. 

A troca de diretores foi favorável. Francis assumiu bem o trabalho e conseguiu dar um ar muito mais amplo e tenso para este filme. Até mesmo quando o assunto não é a arena, ele consegue deixar o clima tenso e repleto de mistérios sobre o que há por vir. O diretor também se sai bem ao unir a violência com algo de contemplação. Há vários locais que nos enchem os olhos e ficamos vidrados com cenas bem feitas e estruturadas. 

A câmera que tremia antes não treme mais, as cores secas agora são bem mais nítidas, seja no cinza dos distritos ou no colorido da capital e da arena, os efeitos especiais estão de tirar o fôlego, as risadas são garantidas e a tensão realmente mexe com o telespectador. Em Chamas mostrou uma evolução sem medidas e não é para menos, já que o orçamento do primeiro para o segundo filme dobrou.

Por mais que tenha um conteúdo voltado para o público jovem, a trama não é "boba" e nem foca muito em seu triângulo amoroso, mas se mostra bastante adulta e inteligente ao apostar nas questões políticas de um país e de toda opressão que ele apresenta. A obra também fala sobre a personalidade e a manipulação que ocorre em reality shows.

Sabemos que os livros são narrados em primeira pessoa pela perspectiva de Katniss, mas Francis conseguiu criar com maestria vários núcleos para que a dinâmica na tela fosse bem mais redonda e fizesse uma maior explicação. Os núcleos são tão bem construídos e tão interessantes que mantém o telespectador interessado durante o filme todo.

A trilha sonora ficou por conta de James Newton Howard, e por mais que grande parte do score utilizado no primeiro filme tenha sido repetido, muitas canções novas e de arrepiar foram produzidas para as cenas na arena. A música no filme foi muito bem utilizada e conduzida, causando um impacto tanto quanto as cenas. De quebra, ainda tem a maravilhosa Atlas do Coldplay nos créditos finais.

Grande parte do sucesso e da boa impressão que o longa passa é graças as incríveis atuações. Além dos nomes já conhecidos do primeiro, temos a adição de Jena Malone e Sam Claflin nos papeis de Johanna e Finnick, respectivamente. Jena com certeza roubou a cena e fará muitos fãs ficarem mais apaixonados por ela do que por Katniss (desculpa, mas sim). Ela é engraçada e não tem medo de falar o que pensa, inclusive uma das melhores cenas é quando ela xinga em rede nacional. Já, Claflin soube fazer o papel de um Finnick conquistador e companheiro.

Jennifer Lawrence, a queridinha de Hollywood, mostra que mesmo ganhando um Oscar não para de aperfeiçoar sua atuação e se sai melhor do que antes no papel da heroína Katniss. Sua atuação é tão perfeita que até mesmo quem não entende de técnicas de cinema consegue perceber. E prova que nesta franquia, a mulher não é indefesa.

No fim, Em Chamas choca o telespectador e faz com que ele tenha o sentimento de que este foi o melhor filme do ano, o que não deixa de ser verdade. O filme cumpre seus objetivos e agrada tanto aos fãs como aqueles que não leram os livros. A trama sabe criar muitas perguntas e deixar todos na ansiedade para o capítulo final, que promete ser tão esperado como este. Com muita emoção e tensão, este filme fez jus à toda a sua expectativa e espera, e promete ser o que o mundo inteiro comentará durante muitas semanas!

Assista ao trailer abaixo:

14/11/2013

Prepare-se para Em Chamas!














Falta 1 dia! Em 2012 presenciamos Jogos Vorazes se tornar um dos três grandes (filmes mais populares e mais rentáveis) ao lado de Harry Potter e A Saga Crepúsculo. O sucesso estrondoso e imediato fez com que a trilogia de Suzanne Collins agradasse o público por seu conteúdo diferente e emocionante. Mais de um ano depois, os fãs e até mesmo os que não são, aguardam ansiosamente pela continuação: Jogos Vorazes: Em Chamas. 

Parece exagero, mas este é o filme mais esperado do ano! Sim, esqueça O Hobbit e até mesmo os filmes da Marvel, o mundo inteiro só quer saber de Em Chamas. Fãs e até mesmo críticos, que geralmente são severos, estão contando os segundos para ver o produto final. Algumas críticas já saíram e adivinham? Todas positivas e com poucas ressalvas. 

Mas, afinal, qual o motivo de tanto rebuliço e sucesso? Bom, da trilogia completa, o livro que mais agradou o público foi Em Chamas, pois este dá continuação ao primeiro volume e apresenta um conteúdo mais amplo, cruel e violento. 

Pelo que vimos com os pôsteres e com os vídeos já liberados, este filme será melhor não só por sua história, mas também por sua produção: efeitos especiais ótimos, figurino, câmera e qualidade de imagem. Jogos Vorazes já foi bom, mas Em Chamas prova-se melhor. Afinal, depois do sucesso do primeiro filme e a bilheteria gorda que ele arrecadou, nada melhor do que apostar tudo nesta continuação.

A história acompanha Katniss em sua volta à arena como consequência de seus atos no final do último Jogos Vorazes. Muitos estão dizendo que a dinâmica do filme é bem parecida com o primeiro, mas não é bem assim. Quem leu os livros sabe que há muito mais envolvido. 

Outro motivo da continuação ser tão esperada é que o elenco está repleto de atores e atrizes que gostamos. Tem Jennifer Lawrence, a garota mais divertida de Hollywood, Josh Hutcherson, a versão masculina da Dakota Fanning, se é que vocês me entendem, Liam Hensworth, que é um pouco odiado pela galera, Jena Malone, que está toda bad-ass nesse papel e muitos outros. Um elenco de peso que faz o filme ser sensacional.

É assustador pensar o quão potente é esse filme e o quanto de sucesso e bilheteria ele terá. A produção estreia aqui no Brasil uma semana antes que nos EUA (lidem com isso, gringos), no dia 15 de Novembro (AMANHÃ!). E a previsão é de que ninguém fale outra coisa a não ser Em Chamas durante um bom tempo! 

Assista ao trailer final do filme: 



ÉPICO!
Não perca a resenha do filme aqui no blog na Segunda-Feira, 18.

12/11/2013

Plano de Leitura - Novembro/2013

Não é Resenha, não é Na Minha Caixa de Correio e nem Leituras do Mês. É apenas um vídeo para o canal, sobre o que planejo ler nesse mês de Novembro, que venho divulgar aqui no blog! Espero que gostem!


Planejo ler:

- Allegiant - Veronica Roth (em processo)  
- O Jovem Sherlock Holmes: Tempestade de Fogo - Andrew Lane
- A Culpa é das Estrelas - John Green
- Especiais - Scott Westerfeld

07/11/2013

Leituras do Mês - Outubro/2013





Livros lidos:

- Dezesseis Luas - Margaret Stohl e Kami Garcia  
- Perfeitos - Scott Westerfeld
- Gregor: O Guerreiro da Superfície - Suzanne Collins
- Mago: Aprendiz - Raymond E. Feist - Resenha

01/11/2013

[Resenha] Mago: Aprendiz - Raymond E. Feist





Mago #1
Aprendiz
Raymond E. Feist
Tradução por Cristina Correia
Editora Saída de Emergência
432 páginas

Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre.

Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer.

Para quem não sabe a Editora Saída de Emergência é muito conceituada em Portugal por seus lançamentos no ramo da ficção-científica, terror e fantasia e agora, em parceria com a Sextante, ela chega ao Brasil nos proporcionando ótimos títulos e entre eles Mago.

Um dos grandes motivos de me fazerem querer ler este livro foi, além de sua capa e design, a sua sinopse que me pareceu se adequar aos moldes tão adorados como o de George R. R. Martin, mas o livro na verdade acaba se encaixando nos moldes de Tolkien e recria a fantasia épica de O Senhor dos Aneis, sem plágio, claro, mas apenas nos fazendo lembrar de alguns personagens já conhecidos no clássico do autor.

Pug e Thomas são os personagens centrais deste volume. Os amigos são inseparáveis, mas com funções diferentes. Pug é aprendiz do mago Kulgan, e Thomas é um importante soldado. Pug é bem simples e tímido, já Thomas é repleto de coragem e autoridade. Os dois me fizeram lembrar bastante algumas duplas de amigos da literatura: Jon e Sam (de A Guerra dos Tronos) e Will e Thomas (de Rangers: Ordem dos Arqueiros). Kulgan, o nosso mestre mago é assim como todos da sua espécie muito sábio e cheio de ironia.

O livro é narrado em terceira pessoa e mostra a perspectiva de vários personagens, mas sempre se voltando para Pug como o protagonista. Esse tipo de narrativa nos permite ter detalhes maiores da obra e nos aproximarmos muito mais do que o autor nos quer passar através de suas descrições detalhistas.

Apesar de ter gostado bastante da história e dos personagens, senti que o livro ficou muito denso e cansativo nas últimas páginas, pois no começo é cheio de aventura e histórias de amizades, mas logo no final fica repleto de guerra e estratégias, e vocês sabem o quanto eu não curto essa coisa de ficar fazendo estratégias e ocupar páginas e mais páginas de descrições de lutas. 

Mas isso não estragou a leitura e nem a ansiedade pelo próximo volume, afinal o destino dos personagens é traçado de uma forma muito tensa e preocupante e não há como esconder a ansiedade para saber o que aconteceu.

No final, Mago: Aprendiz é tão bom quanto as pessoas falam. Uma obra prima da fantasia épica e um agrado para os fãs de George Martin e Tolkien. Repleto de reviravoltas, ação, mortes, aventura e tensão, o livro se mostra muito importante para qualquer fã de fantasia. Recomendado!
 
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