14/10/2013

[Resenha] A Marca de Atena - Rick Riordan





A Marca de Atena
Rick Riordan
Tradução por Raquel Zampil
Editora Intrínseca
480 páginas

Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy — após seis meses afastados por culpa de Hera —, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.

Os problemas de Annabeth não param por aí — ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?

O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar — no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.

A série Os Heróis do Olimpo chega à metade com A Marca de Atena e finalmente temos o tão esperado encontro entre o Acampamento Meio-Sangue e o Acampamento Júpiter. Claro que isso não dá certo!

Depois de uma guerra ser declarada, Percy, Annabeth, Piper, Leo, Jason, Hazel e Frank sobem a bordo do Argo II e seguirão em uma jornada que exige completar muitas tarefas e enfrentar muitos perigos. Mais uma vez Tio Riordan nos presenteia com uma grande dose de situações de tirar o fôlego e muitos quebra-cabeças para se montar.

Neste volume temos a narrativa de Annabeth, Percy, Leo e Piper, e isso nos permite aproveitar muito mais da história e conhecer o lado de cada personagem em cada situação, o que também contribui para que a leitura não fique cansativa e monótona, e a cada final de capítulo de um personagem ficamos ansiosos para voltar à ele e saber o que vai acontecer. 

O único ponto negativo que tenho a ressaltar é que o autor fez um livro com muitas páginas, mas sempre repetindo o mesmo processo de escrita: alguma missão para ir e logo um problema aparece e é resolvido, todos ficam felizes e voltam para o navio. Sabe, por mais que cada perigo e situação seja diferente é extremamente desagradável lidar com essa mesma fórmula em todo capítulo. A leitura é impressionante, mas depois de um tempo você percebe que é sempre a mesma coisa, só mudando nomes e lugares.

Ao chegar a essa conclusão comecei a me perguntar se eu tinha achado isso, pois já li muitos livros do Riordan e talvez eu estivesse querendo uma inovação e isso não foi correspondido, quem sabe eu cresci?

Entretanto, pontos como esse não me desanimaram e o final do livro foi sensacional, desesperador (ainda bem que já lançou A Casa de Hades) e dá aquele gostinho de quero mais. É impossível não ficar apreensivo com o destino dos personagens no que virá pela frente.

No final da leitura ficamos satisfeitos com o trabalho do Rick, e mesmo com alguns deslizes não há como deixar de ser fã desse cara que tem sido uma inspiração para mim no quesito escrita. A ansiedade tanto para o próximo como para o livro final é grande. Afinal, de que maneira o Riordan vai finalizar essa série? Enquanto não sabemos a resposta, podemos nos deliciar com A Marca de Atena e seu final surpreendente. Recomendado!

Um comentário:

Lucas Carvalho disse...

Parei no tempo com essa série, ainda nem li "A marca de Atena". Não sei o que meu deu, mas eu meio que desanimei um pouco desses livros. No fundo, eu sinto muita saudades, e por isso eu pretendo ler em breve os dois novos livros.

 
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