28/10/2013

[Resenha] Floresta dos Corvos - Andrew Peters





Floresta dos Corvos
Andrew Peters
Editora Intrínseca
384 páginas

No futuro, a sociedade não pode mais viver no solo e deve se abrigar nas altas copas de árvores. Ark, um aprendiz de encanador, está realizando seu trabalho quando escuta uma conversa sigilosa: um político trama a queda do rei de Arborium e decide se aliar à forças inimigas para escravizar o povo e utilizar as árvores para seus planos malignos.

Decidido a salvar seu povo e seu rei, Ark parte em uma aventura que o levará a conhecer seres diferentes, seu passado e lendas antes desconhecidas de seu povo.

É com essa sinopse que deixa qualquer um encantado pela criatividade e originalidade do autor que iniciamos a leitura de um livro repleto de aventura e emoção que agradará à todos.

Andrew sabe como contar uma história, e mesmo sendo essa uma história juvenil, ele consegue nos passar lições muito importantes como: amizade e luta por seus ideais. O autor sabe como utilizar sua escrita e cria uma trama muito bem amarrada e rápida de se ler, usa descrições simples e bem explicadas, como também sabe desenvolver um sentimento de tensão no leitor quando este lê uma cena de ação.

O mais interessante é ver que Andrew não utilizou de mitologias pré-criadas, ele mesmo cria seus costumes, histórias e lendas, o que dá um ar muito original para a obra. Sem contar o quanto a sociedade criada por ele é incrível e repleta de ideais. 

Os personagens também são ótimos. Ark é o típico herói que vê o destino de seu povo em suas mãos e por um momento se mostra receoso, mas não perde a pose de bom moço e com boa moral para lutar pelo seus ideais. O vilão é daqueles bem malvados que não perdoam em nenhuma situação. E o melhor amigo do protagonista é aquele tipo de amigo bem atrapalhado e engraçado que quando está junto com o protagonista faz a gente dar boas risadas.

O livro é de leitura rápida e dá para ler em uma sentada só. Não é uma história complexa, mas simples e muito bem construída que irá agradar muitos. Sem falar na utilização de uma fonte grande que faz da leitura muito mais prazerosa.

Ao final, podemos classificar Floresta dos Corvos como um ótimo livro de aventura e ação, que mesmo sendo destinado para um público mais jovem vai agradar à todos. Afinal, quando terminamos a leitura podemos perceber que o que o autor quis nos transmitir foi uma valiosa lição sobre preservação e amizade. Livro recomendado!

20/10/2013

Na Minha Caixa de Correio #19






- Escola: Os Piores Anos da Minha Vida - James Patterson
- Escola 2: O Rebelde Está de Volta - James Patterson
- O Poder da Espada - Joe Abercrombie
- É Melhor Não Saber - Chevy Stevens
- Os Impostores - Chris Pavone
- Mago: Aprendiz - Raymond E. Feist

Se increva no canal do Youtube! 

19/10/2013

Leituras do Mês - Setembro/2013






- O Enigma da Borboleta - Kate Ellison 
- O Livro do Amanhã - Cecelia Ahern
Wunderkind: Uma Reluzente Moeda de Prata - D'Andrea G. L.
- Escola 2: O Rebelde Está de Volta - James Patterson - Resenha

17/10/2013

Ser Bookaholic #6 - Quem disse que e-books não podem ser autografados?




Créditos à Editora Intrínseca.

Evan Jacobs, um desenvolvedor de softwares americano, certo dia foi à leitura de um autor que muito admirava e se sentiu desprivilegiado no momento dos autógrafos. Diferentemente da maioria dos presentes no evento, ele havia lido a obra em seu e-reader e não possuía o livro físico para ser assinado. Foi então que surgiu a ideia de criar o Authorgraph, até novembro de 2012 chamado de Kindlegraph, um software hoje utilizado por autores como E L James, da trilogia Cinquenta tons de cinza, que permite a eles assinarem e-books de seus fãs pela internet.

A experiência, claro, não é a mesma de ter o seu livro impresso autografado, mas não deixa de ser prazerosa: afinal, é uma oportunidade para os autores conhecerem seus fãs, as pessoas que incentivam e possibilitam a publicação de suas obras, e para os leitores interagirem com seus escritores preferidos. A tecnologia do Authorgraph funciona da seguinte forma: o usuário escolhe o título que gostaria de ter assinado e o pedido é encaminhado ao autor. O destinatário pode escrever uma mensagem e assiná-la digitalmente, e a mesma será enviada ao e-reader ou tablet cadastrado.


Outro aplicativo que busca aproximar leitores de e-books e autores é o MyWrite, da Apple, que funciona de maneira semelhante. Assista ao vídeo demonstrativo para entender:



Agora você não tem desculpa para ficar sem autógrafo. Bom, mas na minha opinião: nada melhor do que um livro físico autografado à mão pelo seu autor favorito.

16/10/2013

[Resenha] Cidade dos Ossos - Cassandra Clare





Os Instrumentos Mortais #1
Cidade dos Ossos
Cassandra Clare
Tradução por Rita Sussekind
Editora Galera Record
462 páginas

Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela.

Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. 

Por mais que eu não tenha gostado de jeito nenhum desta capa, a minha vontade de ler este livro (e a aproximação do lançamento nos cinemas) me fez lê-lo. Eu já sabia que ia gostar, mas não imaginava que o amaria tanto.

Clary tem uma vida agitada, tudo acontece tão rapidamente que ela nem tem tempo de se apaixonar perdidamente por Jace, pelo menos por enquanto. Sua mãe foi sequestrada e Luke, o melhor amigo da família, parece não estar preocupado com isso, o que faz dela e seus amigos, Simon e Jace, a única solução de resgatar a srta. Fray.

Clary é a típica heroína feminina: ingênua, insegura e meio em dúvida quanto à tudo que acontece em sua volta. Mas não se deixe levar por esses adjetivos, a garota melhora muito com o decorrer da narrativa e se torna uma heroína corajosa e valente.

Jace, o herói, é corajoso, destemido, arrogante e atrevido. Sua personalidade é um tanto engraçada, ele age como se não se importasse com nada nem ninguém, mas podemos ver com o tempo que ele tem muita consideração pela família e amigos e faz de tudo para salvá-los. 

Outros personagens como Alec, Isabelle e Simon também têm atenção especial da autora. Alec é marrento e não concorda com o fato de Clary conhecer o dia-a-dia dos shadowhunters. Isabelle é tão corajosa, tão louca por aventura que chega a ser divertido. Já Simon é o personagem cômico da história, o típico nerd que tenta colocar um pouco de juízo na cabeça dos outros personagens.

A autora sabe muito bem como construir cada personagem e os envolve em uma escrita maravilhosa. Ela vai nos dando todas as informações devagar, para que possamos digerir tudo. São muitos detalhes e todos eles fazem diferença. Cassie utilizou elementos de fantasia já existentes em um mundo totalmente novo e incrível criado por ela. Tudo que ela narra tem uma explicação do por quê de ser assim, o que faz com que a história seja muito bem amarrada.

Cidade dos Ossos me tirou o fôlego em diversos momentos. Cassie não deixa a peteca cair em nenhum momento e a cada capítulo é um novo mistério, um novo suspense, uma nova revelação e, acreditem, nada é previsível, então os queixos caídos são constantes durante a leitura. Um livro sensacional e provavelmente um dos melhores que li esse ano, confio muito no potencial da autora e não escondo minha ansiedade pelos próximos volumes da série. Li algumas coisas e sei que muito ainda vai acontecer, aguenta coração! Livro mais do que recomendado!

15/10/2013

Lançamentos - Outubro/2013





Confiram as novidades que nos aguardam para Outubro de 2013!  

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14/10/2013

[Resenha] A Marca de Atena - Rick Riordan





A Marca de Atena
Rick Riordan
Tradução por Raquel Zampil
Editora Intrínseca
480 páginas

Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy — após seis meses afastados por culpa de Hera —, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.

Os problemas de Annabeth não param por aí — ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?

O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar — no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.

A série Os Heróis do Olimpo chega à metade com A Marca de Atena e finalmente temos o tão esperado encontro entre o Acampamento Meio-Sangue e o Acampamento Júpiter. Claro que isso não dá certo!

Depois de uma guerra ser declarada, Percy, Annabeth, Piper, Leo, Jason, Hazel e Frank sobem a bordo do Argo II e seguirão em uma jornada que exige completar muitas tarefas e enfrentar muitos perigos. Mais uma vez Tio Riordan nos presenteia com uma grande dose de situações de tirar o fôlego e muitos quebra-cabeças para se montar.

Neste volume temos a narrativa de Annabeth, Percy, Leo e Piper, e isso nos permite aproveitar muito mais da história e conhecer o lado de cada personagem em cada situação, o que também contribui para que a leitura não fique cansativa e monótona, e a cada final de capítulo de um personagem ficamos ansiosos para voltar à ele e saber o que vai acontecer. 

O único ponto negativo que tenho a ressaltar é que o autor fez um livro com muitas páginas, mas sempre repetindo o mesmo processo de escrita: alguma missão para ir e logo um problema aparece e é resolvido, todos ficam felizes e voltam para o navio. Sabe, por mais que cada perigo e situação seja diferente é extremamente desagradável lidar com essa mesma fórmula em todo capítulo. A leitura é impressionante, mas depois de um tempo você percebe que é sempre a mesma coisa, só mudando nomes e lugares.

Ao chegar a essa conclusão comecei a me perguntar se eu tinha achado isso, pois já li muitos livros do Riordan e talvez eu estivesse querendo uma inovação e isso não foi correspondido, quem sabe eu cresci?

Entretanto, pontos como esse não me desanimaram e o final do livro foi sensacional, desesperador (ainda bem que já lançou A Casa de Hades) e dá aquele gostinho de quero mais. É impossível não ficar apreensivo com o destino dos personagens no que virá pela frente.

No final da leitura ficamos satisfeitos com o trabalho do Rick, e mesmo com alguns deslizes não há como deixar de ser fã desse cara que tem sido uma inspiração para mim no quesito escrita. A ansiedade tanto para o próximo como para o livro final é grande. Afinal, de que maneira o Riordan vai finalizar essa série? Enquanto não sabemos a resposta, podemos nos deliciar com A Marca de Atena e seu final surpreendente. Recomendado!

07/10/2013

[Resenha] Extraordinário - R. J. Palacio





Extraordinário
R. J. Palacio
Editora Intrínseca
320 páginas

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade... até agora. 

Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência um, ele é um menino igual a todos os outros. 

Extraordinário me conquistou em todos os sentidos. Sua capa é simples e bonita. Sua história parece ser exatamente aquilo que eu gosto: um pouco de lição de vida e emoção. E foi exatamente isto que eu encontrei.

A história de August é narrada, além dele, pela perspectiva de várias pessoas que fazem parte de sua vida. Desde sua irmã e o namorado da mesma, a amiga de sua irmã e os amigos do garoto. Isso é uma forma criativa de ligar pontos da história e nos permitir saber a reação que Auggie causa em cada pessoa. É como se estivéssemos tendo um diálogo com cada personagem e ele nos contasse um pouco sobre sua vida ao lado do garoto.

Os capítulos são curtos, alguns com duas páginas, e isto permite que a leitura seja rápida e prazerosa. Dá para acabar em dois dias no máximo. E a narrativa da autora é bastante simples e leve, ela nos leva a nos apegarmos a cada personagem que nos é apresentado e assim virarmos as páginas ansiosos para mais informações e fatos.

R. J. Palacio escreveu um livro para nos fazer sorrir e se engana quem pensa que esta história é para nos deixar com pena de August, pelo contrário, a autora nos dá um exemplo de perseverança e força através das atitudes do garoto, e no final quando uma lágrima cai é mais por felicidade do que por tristeza. Sim, foi o primeiro livro que me fez chorar, e o primeiro choro com um livro a gente nunca esquece.

Quando terminei Extraordinário eu me senti bem, me senti feliz por Auggie, me senti renovado e cheio de esperanças, são esses tipos de sentimentos que fazem deste livro algo tão especial, marcante e ótimo. A autora sabe como agradar os leitores e lhes encher os rostos de sorrisos. Se você ainda não leu essa maravilhosa história, já está na hora, pois esse é um dos livros que todos precisam ler.

02/10/2013

Série #18 - Sherlock















Desde que comprei um (mini) box de Sherlock Holmes tenho sido fissurado em tudo que seja relacionado ao detetive mais famoso da literatura. Gosto de como ele resolve seus casos e de como é sua personalidade. Já assisti aos filmes protagonizados por Downey umas cem vezes e acho que já até sei as falas de cor, pretendo ler todos os livros lançados pelo autor original e atualmente leio uma versão por outro autor sobre a juventude do personagem. Mas então resolvi partir para as séries que retratam a vida do mesmo. Sherlock foi uma boa escolha.

A série é uma produção da BBC, famosa produtora de séries britânica e dona de vários sucessos e hits ingleses, e conta a vida e o trabalho de Sherlock e seu amigo Watson em uma Londres do século XXI. Os casos solucionados pelo detetive são todos baseados nos livros e contos originais, porém com alguma modificação aqui e ali.

Cada temporada é composta por três episódios de uma hora e meia de duração, e a cada episódio há uma história que no final deixa pistas sobre algo muito maior que ligará tudo no final da temporada. A jogada dos produtores e roteiristas é tão inteligente quanto o próprio Sherlock.

A produção é protagonizada por Benedict Cumberbatch (Star Trek - Além da Escuridão) e Martin Freeman (O Hobbit) sendo Sherlock e Watson respectivamente. A atuação dos dois é ótima e eles conseguem realmente incorporar seus personagens. Benedict é convincente no papel de Sherlock e cria o personagem à sua essência original. Diferente de Downey que acrescenta tons de humor ao detetive, Cumberbatch faz com que o personagem seja hilário nos momentos certos, mas também muito irônico, sério, inteligente e tudo que se encontra na obra de Conan Doyle. Já Freeman incorpora um Watson pé no chão e com uma preocupação grande pelo amigo.

Pelo que tenho visto até agora, Sherlock é uma das séries que mais se aproximaram ao caráter original do famoso personagem e que mais convence em seus casos. Aliás, os casos são muito bem construídos e intrigantes e o episódio final, The Great Game, é de tirar o fôlego!

Uma série agradável aos fãs de Sherlock Holmes e propícia a arrebatar mais fãs para o personagem de Doyle, pois possui humor, ação, mistério e muita, mas muita, inteligência. Uma hora e meia na companhia dessa produção é uma boa forma de passar o tempo. E se você começar a assistir ficará cada vez mais ansioso e intrigado pelas continuações! Querem uma boa indicação? Sherlock é a minha!
 
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