17/04/2013

[Resenha] É Melhor Não Saber - Chevy Stevens





É Melhor Não Saber
Chevy Stevens
Editora Arqueiro
320 páginas

Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada.

Às vésperas de se casar, Sara decide que está pronta para investigar o passado e descobrir suas origens. Mas a verdade é muito mais aterrorizante do que ela poderia imaginar. Sara é fruto de um estupro, filha do Assassino do Acampamento, um famoso serial killer.

Toda a sua paz acaba quando essa história é divulgada na internet e o pai que ela anteriormente queria conhecer resolve entrar em sua vida de forma avassaladora. Eufórico com a descoberta de que tem uma filha, John vê nela sua única chance de redenção. E, para criar um vínculo com Sara, ele está disposto a tudo, até a voltar a matar.

Ao mesmo tempo, a polícia acredita que essa é sua única chance de prender o assassino e resolve usá-la como isca. Então Sara se vê numa caçada alucinante, lutando para preservar sua vida e a de sua filha.

Eu nunca tinha lido nada da autora, mas sabia que ela era incrível. Resolvi começar por É Melhor Não Saber e a experiência de leitura foi sensacional.

O livro já se demonstra bom nas primeiras páginas. Não há apresentações e um grande rodeio até chegarmos no ponto em que tudo ficará interessante, a narrativa já começa a todo vapor e várias revelações já são feitas no primeiro capítulo. O que nos leva então a nos envolver mais e mais com o enredo e os personagens nas páginas seguintes.

Sara é uma protagonista amável. Ela sofreu tanto com sua família adotiva e tem tanta coisa guardada para si própria que quando passamos a conhece-la melhor entendemos tudo o que ela é e nos apegamos fácil. Evan, seu noivo, é um cara protetor e bem disposto para ajudar em tudo. Ally, sua filha, por outro lado, é totalmente irritante. Por mais que eu ame crianças, não pude deixar de ficar frustrado e com raiva dela e de suas atitudes.

Muitos pensam que pelo fato da sinopse contar que o pai de Sara é um serial killer, a graça do livro termina. Pois eu digo que saber este detalhe da vida da protagonista não é nada perto do desenrolar que ele terá e de seu final. O ponto principal não é a descoberta de quem é o pai da protagonista, mas sim, o impacto que este terá na vida dela.

A autora usa um tipo de narrativa que eu nunca tinha visto antes. Todos os capítulos são divididos em sessões, que seriam os encontros entre Sara e sua psiquiatra. Desta maneira, e com a narrativa em primeira pessoa, podemos conhecer muito mais sobre o que se passa na mente da protagonista e ligar alguns pontos interessantes.

Chevy é ótima em deixar os leitores perturbados. A autora realmente brinca com os sentimentos de quem lê e em alguns momentos é possível participar das dores e sofrimentos de Sara. Chevy tem uma escrita forte que aproxima o leitor de seus personagens. 

Além de momentos com tensões psicológicas, há momentos de investigação policial. A história não gira em torno apenas da protagonista tentando recuperar sua paz, mas também há buscas por respostas que ficam abertas durante a leitura. Fazendo com que nós, leitores, fiquemos muito mais curiosos e surpresos.

O livro é excelente e com certeza entrou para a minha lista de favoritos. A autora também me conquistou muito. Sua escrita é totalmente de tirar o fôlego e suas revelações finais me fizeram ficar boquiaberto e dizendo: "Não acredito que isto aconteceu!". Acreditem, o final é surpreendente e foi o momento que me fez ter certeza o quanto este livro é bom. Se você está em busca de um livro surpreendente e repleto de suspense, É Melhor Não Saber é a escolha certa!

Um comentário:

Lucas Carvalho disse...

Adoro um bom romance policial, principalmente se for cercado de mistérios e cenas de suspense. Fiquei bastante intrigado com a sinopse e como a história vai se desenrolar. Se o ponto principal do livro não é o fato de o pai da protagonista ser um serial killer eu já não consigo pensar mais em nada que seja mais impactante que isso. Fiquei bastante curioso, e sim, já foi para minha lista de leitura.

 
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