03/07/2012

Delírio - Lauren Oliver

Delírio
Lauren Oliver
Editora Intrínseca
342 páginas

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. 

Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. 

Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?.

Delírio é o primeiro livro da trilogia "Delírio" da autora Lauren Oliver, a mesma que escreveu Antes que eu vá, publicado aqui no Brasil também pela editora Intrínseca. 

Desde o anúncio deste lançamento aqui no Brasil, vários que já sabiam da existência dessa trilogia se monstraram eufóricos, outros, apenas viam como um outro livro que talvez não fosse tão bom assim. Afinal, a impressão que temos ao ler a sinopse e analisar a capa é que teremos páginas e páginas de romance, sofrimento e drama. Se engana quem pensa assim, o livro é realmente uma distopia e o ponto principal é a opressão do governo e o autoritárismo, apesar de não ser apresentado nem um presidente "snow", vemos a pressão do governo através dos guardas e ordens explicitadas.

Lena é uma personagem forte, bem diferente do que eu esperava. Ela está apaixonada, mas isso não à deixa irritante, ela se mostra mais determinada a combater as ordens as quais ela recebeu e tenta provar para todos que a doença, é na verdade uma mentira - todos viveram uma mentira. Hana é outra personagem agradável, ela é engraçada e determinada, não acata as ordens e desde o começo já achava que tudo que ouvira e vivia era uma mentira. Alex é misterioso e muito intrigante, é difícil de entender, não sabemos quando ele está feliz ou triste, suas expressões não são tão bem explicitadas durante a leitura. Mas não deixa de ser um personagem importante e legal na história.

O livro é bastante interessante e diferente, dentre todas as distopias que estão surgindo, Delírio apresenta um tema diferente: a proibição do amor. Imaginem viver em uma sociedade desta? Mas dentre tudo, não há como passar despercebido a semelhança do livro com Feios e Destino. Digamos que a autora fez uma junção interessante entre os dois.

Para quem não conhecia a escrita da autora, esta é uma ótima oportunidade de conhecer. Oliver faz com que cada capítulo deixe o leitor eufórico para continuar, este é aquele tipo de livro onde cada final de capítulo te dá um soco no estômago e te faz ficar boquiaberto. O final  principalmente...bom...vocês não imaginam o quanto eu fiquei sem reação, a única coisa que eu desejava era começar Pandêmonio naquele exato momento, mas infelizmente ainda não foi lançado no Brasil.

Tanto Lauren Oliver quanto Delírio se tornaram minha paixão, quero ler mais livros desta autora que me conquistou tanto e espero ansioso pela continuação Pandemônio e posteriormente o último livro intitulado Requiem. Para quem amou Jogos Vorazes, o livro de Lauren tem uma pegada viciante, impossível de largar até a última página, causando várias sensações aos leitores, desde tensão à alívio. Simplesmente maravilhoso e eu não sei exatamente como dizer para vocês o quanto o livro é bom, a única coisa que posso dizer é: Leiam!

Um comentário:

Lucas Carvalho disse...

ótima resenha.

Eu adorei esse livro também, achei a escrita da Lauren ótima, e o rumo com que os personagens tomaram nos capítulos finais foi de matar, só me deixou ainda mais ansioso por Pandemônio.

Realmente o que difere dos outros livros, é que esse não se tem um "Snow" dominando nada, tudo é apenas titulado como "o governo". Espero que alguns integrantes desse tal governo apareça nos próximos livros, para ficar algo mais concreto. Não sei.

 
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